sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 26 de janeiro de 2008
Bar do rock.
Era mais um dia normal.Tinha ido até a escola,presenciado muito e assistido pouco.O bastante para evidenciar seu egoísmo,arrogância e descaso com tudo aquilo que era indicado.O sino tocou anunciando mais um recreio,mais um passeio pela grande oferta de personalidades.Todos gritando suas habilidades mais medíocres e pedindo,me considere único,me dê por especial.Mas não era desses que ele gostava,ele tinha seus amigos.Em qual deles ele ia parar e absorver um pouco do que lhe faltasse?ele precisava de futilidade induzida?de nostalgia?ou de pseudo-revolucionários?Agressividade?Talvez.Mas para tudo isso,e muito mais,ele tinha o seu amigo.O mais admirável,o agressivo,o abrangente,suave e delicado,reflexivo ingênuo ou malicioso.A menina linda demais,que chama a atenção de todos.A menina que não quer a atenção de todos.A menina que é linda demais ,e não dá a mínima sobre ser linda.Que não dá a mínima sobre muita coisa.Que as vezes enquanto o circo pega fogo,ela sorri,mas o sorriso de quem não entendeu e não precisa de piada para sorrir.O brilho de seu cabelo,a simpatia de seu rosto.A irritação do marasmo social,as SUAS roupas.Que vestem ela,para ela,ela ouve,anda,observa,tudo nela é rock and roll.A beleza da apatia,a apatia que rejeita a beleza como é ensinada.Ele ouve,se diverte em ver como todos os outros são idiotas.Ele observa,ele admira,afinal,ele ama o rock and roll.Acaba o recreio,que bom que ele teve sua dose de rock and roll pura e sem gelo.Sem misturas.Volta para continuar não estando lá e o tempo passa.Com irrelevância passam os segundos minutos e horas.Chega a hora de encontrar de novo o que é digno de sentir saudade.Palavras que te fazem pensar,que fazem com que você se sinta feio,ridículo,pouco interessante.Palavras que te mostram que não há o que temer.E sim há muito o que viver.E você se sentiu feio,porque quer ser cada vez melhor,e o que você é ainda não basta,afinal alguns metros de distância os separam.Chega a hora de mudar de faixa,e vamos aos comerciais.
É preciso estudar,ganhar dinheiro educar os filhos para que eles possam ganhar dinheiro e educarem os seus próprios filhos.E isso tudo com todo o anexo embrionário da juventude.Aula de hoje?Você não é o que você diz ou age!Você é a fatura do cartão de crédito do seu pai em 6 vezes no mais caro da loja,com ares emblemáticos de revolução social.Você é quem você cata,você é quem ao qual você bate.Você é baladeiro.Eu te digo você não é nada!tanta despretensão é uma pilha de nervos e tensas pretensões.Eu digo vocês não são nínguem.Ligo a televisão em meio ao barulho dos que estão no ar,para fazer o mesmo;ver o jogo do meu time na tela em cores verde e branco.Todos comem bebem e vão.Meu time ganha.Ele volta de bicicleta na noite,olha para o preto do céu que absorve tudo,inclusive a apatia.Ele chega em casa,sua casa,e enfim liga o som.E então é noite,faz um pouco do frio do cerrado.Ele já conhecia o lugar,e a cada ano que passava conseguia enxergar mais e mais!No começo,bem no começo ele achou que todos ali era padronizados,que a língua era o modismo superpotente ocidente-atual.Mas é porque tudo que ele via eram vultos e tudo que ouviu eram susurros de muita gente.Com o tmepo,deixou de ver os vultos,aprendeu que haviam várias línguas na multidão,que ficava na porta querendo entrar!Um dia passou a ver tudo,todos!(a porta fechada)O som abafado saindo pelas frestas de ar,e o barulho das pessoas de fora.Uns velhos cartazes na parede,umas rachaduras e um letreiro velho,meio caindo,com metade apenas firma na diagonal escrito.Bar do rock and roll.Havia todo tipo de gente na porta,um velho moço de barba e óculos escuros,terno e gravata,com as mangas cortadas em um gesto rebelde.O velho tinha uma bíblia na mãe e dizia pra mim em voz alta,com sua careca reluzente,e um rabo de cavalo com o pouco que restava.Jovem,você não sabe o que é rock and roll!Aceite o verdadeiro rock and roll dentro de você e salve-se!Você é apenas mais um tijolo na parede metido a besta.O rock vai te salvar!Eu achava que era perdido e o rock me salvou progressivamente.Mas queria conhecer mais,olhei para o chão e um filho da puta deitado em meio a cinquenta tocos de cigarro,roupas velhas e cara de nerd.Olhou para mim,mostrou a língua e acendeu outro cigarro olhando pro céu como se falasse com ele.Um louco mesmo.Na porta,esperando pra conseguir entrar,um mauricinho com all star reluzente e roupa de cores rebeldes combinando com aquela cara enjoativa de primeiro cd,cara de:eu encontrei o bar do rock!Alguns metaleiros bem jovens não sei se esperavam a barba nascer ou o cabelo crescer para que se considerassem metaleiros.Então alguns gritaram,outros correram.E os vi.Jovens belos e charmosos.Aquele rosto inglês inconfundível.O nerd deitado no chão,deixa de procurar no seu a única equação que nunca conseguiu igualde e grita,hey idiotas,não entrem,a verdadeira diversão é aqui fora!no puro e bom lixo!E eles não ouviram e olhando para o mauricinho da porta disseram antes que ele desviasse o olhar de supresa e admiração contida.Saia da frente.E ele demorou uns dois segundos até abrir a boca.E um deles desferiu um soco que derrubou ele,e já emendou o som de sua queda com o chute que deu para arrebentar a porta.E assim,eles entraram no bar do rock.Deixando a porta aberta que eu e muitos outros aproveitaram para entrar.O bar era incrível.Música tocando,visão esfumaçada,muitas mesas de canto com todo tipo de gente.Um bebê chorava no balcão enquanto um palhaço mostrava seu talento.Ao barman,um bom velho,pedi uma vodca e algo mais em meio a tantas opções.E eles,que havia entrado de forma agressiva,pularam o balcão abriram a porta de trás do balcão e foram pra uma outra sala.E fecharam,pelo visto,essa porta,apenas seguir os seus passos não bastaria para que eu entrasse,deveria abrir sozinho.Não sei quanto tempo passaria naquele bar,com aquelas pessoas até descobrir como abrir aquela porta.Quantas doses deveria tomar,quantos cigarros deveria fumar,ou em quantas religiões deveriam me converter.Não sabia quantas paixões bastariam,ou se uma faria toda a diferença.Se dançaria com todas,ou faria um tipo.Olho para o meu lado,e lá estava a menina linda do recreio como sempre,linda!Inconfundível.E ela sorriu.Conversamos meia hora,expliquei que não sabia como passar a noite naquela bar novo,com uma porta misteriosa a minha frente.Ela estende a sua mão a mim,e pergunta,então vamos dançar?Dançamos,dançamos,quisemos nos sentar,mas dançamos.Alguns anos viriam até que eu me sentasse finalmente e descobrisse mais sobre aquele bar incrível.Afinal,ele era uma criança,não tinha ouvido quase nada,nem vivido.Mas a beleza daquela garota ia durar para sempre como um oásis no deserto.
É preciso estudar,ganhar dinheiro educar os filhos para que eles possam ganhar dinheiro e educarem os seus próprios filhos.E isso tudo com todo o anexo embrionário da juventude.Aula de hoje?Você não é o que você diz ou age!Você é a fatura do cartão de crédito do seu pai em 6 vezes no mais caro da loja,com ares emblemáticos de revolução social.Você é quem você cata,você é quem ao qual você bate.Você é baladeiro.Eu te digo você não é nada!tanta despretensão é uma pilha de nervos e tensas pretensões.Eu digo vocês não são nínguem.Ligo a televisão em meio ao barulho dos que estão no ar,para fazer o mesmo;ver o jogo do meu time na tela em cores verde e branco.Todos comem bebem e vão.Meu time ganha.Ele volta de bicicleta na noite,olha para o preto do céu que absorve tudo,inclusive a apatia.Ele chega em casa,sua casa,e enfim liga o som.E então é noite,faz um pouco do frio do cerrado.Ele já conhecia o lugar,e a cada ano que passava conseguia enxergar mais e mais!No começo,bem no começo ele achou que todos ali era padronizados,que a língua era o modismo superpotente ocidente-atual.Mas é porque tudo que ele via eram vultos e tudo que ouviu eram susurros de muita gente.Com o tmepo,deixou de ver os vultos,aprendeu que haviam várias línguas na multidão,que ficava na porta querendo entrar!Um dia passou a ver tudo,todos!(a porta fechada)O som abafado saindo pelas frestas de ar,e o barulho das pessoas de fora.Uns velhos cartazes na parede,umas rachaduras e um letreiro velho,meio caindo,com metade apenas firma na diagonal escrito.Bar do rock and roll.Havia todo tipo de gente na porta,um velho moço de barba e óculos escuros,terno e gravata,com as mangas cortadas em um gesto rebelde.O velho tinha uma bíblia na mãe e dizia pra mim em voz alta,com sua careca reluzente,e um rabo de cavalo com o pouco que restava.Jovem,você não sabe o que é rock and roll!Aceite o verdadeiro rock and roll dentro de você e salve-se!Você é apenas mais um tijolo na parede metido a besta.O rock vai te salvar!Eu achava que era perdido e o rock me salvou progressivamente.Mas queria conhecer mais,olhei para o chão e um filho da puta deitado em meio a cinquenta tocos de cigarro,roupas velhas e cara de nerd.Olhou para mim,mostrou a língua e acendeu outro cigarro olhando pro céu como se falasse com ele.Um louco mesmo.Na porta,esperando pra conseguir entrar,um mauricinho com all star reluzente e roupa de cores rebeldes combinando com aquela cara enjoativa de primeiro cd,cara de:eu encontrei o bar do rock!Alguns metaleiros bem jovens não sei se esperavam a barba nascer ou o cabelo crescer para que se considerassem metaleiros.Então alguns gritaram,outros correram.E os vi.Jovens belos e charmosos.Aquele rosto inglês inconfundível.O nerd deitado no chão,deixa de procurar no seu a única equação que nunca conseguiu igualde e grita,hey idiotas,não entrem,a verdadeira diversão é aqui fora!no puro e bom lixo!E eles não ouviram e olhando para o mauricinho da porta disseram antes que ele desviasse o olhar de supresa e admiração contida.Saia da frente.E ele demorou uns dois segundos até abrir a boca.E um deles desferiu um soco que derrubou ele,e já emendou o som de sua queda com o chute que deu para arrebentar a porta.E assim,eles entraram no bar do rock.Deixando a porta aberta que eu e muitos outros aproveitaram para entrar.O bar era incrível.Música tocando,visão esfumaçada,muitas mesas de canto com todo tipo de gente.Um bebê chorava no balcão enquanto um palhaço mostrava seu talento.Ao barman,um bom velho,pedi uma vodca e algo mais em meio a tantas opções.E eles,que havia entrado de forma agressiva,pularam o balcão abriram a porta de trás do balcão e foram pra uma outra sala.E fecharam,pelo visto,essa porta,apenas seguir os seus passos não bastaria para que eu entrasse,deveria abrir sozinho.Não sei quanto tempo passaria naquele bar,com aquelas pessoas até descobrir como abrir aquela porta.Quantas doses deveria tomar,quantos cigarros deveria fumar,ou em quantas religiões deveriam me converter.Não sabia quantas paixões bastariam,ou se uma faria toda a diferença.Se dançaria com todas,ou faria um tipo.Olho para o meu lado,e lá estava a menina linda do recreio como sempre,linda!Inconfundível.E ela sorriu.Conversamos meia hora,expliquei que não sabia como passar a noite naquela bar novo,com uma porta misteriosa a minha frente.Ela estende a sua mão a mim,e pergunta,então vamos dançar?Dançamos,dançamos,quisemos nos sentar,mas dançamos.Alguns anos viriam até que eu me sentasse finalmente e descobrisse mais sobre aquele bar incrível.Afinal,ele era uma criança,não tinha ouvido quase nada,nem vivido.Mas a beleza daquela garota ia durar para sempre como um oásis no deserto.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
[parte 1,não tem nem título ainda]

E eu era um jovem,
Apenas mais um marinheiro,
Com a vida a ganhar,
Tantos mares existem
E todos foram feitos pra navegar
Assim como os sonhos
Foram feitos pra sonhar
Vivia a conquistar belas mulheres
E fascinantes tesouros
Lembro quando criança
Quando vivia a sonhar,
E papai,Ah,um grande homem
Não passava de um simples alferes
Com um coração de ouro
Que sempre disse
Meu garoto,
O caminho para os seus sonhos é a sua felicidade
E o caminho para a sua felicidade passa através dos sonhos
Basta acreditar
E ali cresceu eu,
Em tão pequena ilha
A linha do impossível cortando o mar,
O céu,sempre azul,sempre sem se preocupar
E eu criancinha pequena,com lágrimas freqüentes
Fazendo barquinhos de papel,para poder sonhar,poder viajar.
Agora eu já sou homem feito,conquistei os quatro mares e o direito de me gabar,
E pra vocês crianças eu falo,
Basta um pedaço de papel e um lápis
E os confins do universo vocês poderão encontrar
Agora,eu um dia criancinha a sonhar
Não passo de um velho e solitário lobo do mar.
E uma grande história lhes vou contar.
A minha ilha sempre tão pequenina me deixou sempre a um passo de sonhar
E pelas manhãs,não tinha outro afazer senão pescar
Mas sempre que me trancava,os mesmos sonhos,os mesmos ideais
E os navios-mercantes sempre trazendo notícia,das cidades do mundo,e seus carnavais
E meu pai,colocando o peito ás balas
Com bocas para sustentar
Meu velho pai,Grande homem
Um tiro o pai levou
E as bocas no mundo deixou
Mas fazer o quê?Se o revoltoso capitão atacou
Sobrou pro pai,alferes
Deixando um filho e quatro mulheres
Logo o primeiro navio Aportou
E não demorou muito
E lá fui eu pelos mares a navegar
Deixei a pesca,as notícias,os carnavais
As festas,a fome,e os temporais.
Agora a criança pequena já era um jovem grumete
Com as pontas do cabelo no queixo,e a barba por fazer
Uma amante em cada porto
Lavando o convés,
Sonhando com as raparigas do cais
Até que um dia encontrei um valente rapaz,
A minha rapariga foi se meter
Bastaram poucas pingas
Para os dois se perderem
E por causa da negociação de um porco
Uma facada levei
E fiquei,sem outras opções a não ser rezar
E enfim esperar
Lá vai o desgraçado do grumete,dizia o capitão
Carregado,com a mão caída pra fora da maca,arrastando pelo chão
E quanto a rapariga,ela sumiu,com porco e tudo
E eu lá agonizando a morte
Na enfermaria onde cuidaram de mim
Encontrei um jovem rapaz
Sem muitas posses
Franzino e jovem demás
Porém deveras muito sagaz
Me falou sobre os seus planos,os seus sonhos,e como seriam os seus anos
E eu falei sobre as coisas belas da minha vida
De tão pequenina ilha,a mais um grumete no mar,buscando cada vez as respostas do céu,para as perguntas insistentes em não calar.
Por mais álcool que bebesse,
e insistindo sempre a cada porto com uma puta me deitar
Algumas perguntas,
algumas malditas perguntas simplesmente não queriam calar
Ah como eu sentia saudade do pai,
que de tiro morreu
Tudo isso ao jovem franzino fiquei a contar,
E ele me contou seus segredos e declarou suas posses
E disse que dessa estava cansado,
venderia todo o seu gado,
as poucas posses e tudo o mais que restava
Vamos embora daqui meu amigo,ele disse
Curado da facada eu enfim estava,
e fomos,loucos solitários,
ou simplesmente,
crianças crescidas com sonhos sem o menor senso comunitário
O jovem franzino planos bons apresentava,
até um mapa do tesouro o infeliz alegava
Mas difícil conduzir nossos planos enfim estava
O barco estava caindo aos pedaços
Mas enfim,o meu então amigo franzino certo estava
E o tesouro encontramos
Um barco para cada um compramos,
O gado de volta ele comprou,
e no rum se atolou,
e corpulento se tornou
E eu que já não era mais uma criança,
já tinha levado facada,brigado por causa de porco,
dormido com uma vadia em cada porto,
agora via o meu amigo franzino se tornar um homem barbudo e gordo
E eu agora homem rico,com uma cicatriz por causa do desgraçado do porco
Deixava o meu barco sempre,
No porto,ficava a jogar truco,e beber rum
Desvirginava mocinhas pobres,e pra mim,cada coração partido eu fazia só mais um
O meu tesouro estacionado em uma casa
Muito bem guardado,pois como diria meu velho pai,dinheiro de boêmio tem asa
E dito e feito,o que foi muito bem feito
Em pouco tempo a vida me deixou com pouco mais do que uma casa
Perdi o barco em uma aposta,
Só restava o resto do tesouro
E eu desesperado,parti em uma jornada ao impossível,em busca de mais um tesouro.
E a vida assim tomou seu rumo
Sempre mais um tesouro
Sempre outra cicatriz
Ora por rum,ora por uma vadia,ora por um porco.
Ora simplesmente pra dar o troco.
E é aqui que nossa história começa.
Em situação de um homem mais velho me encontrava,matuto,
ambicioso como sempre,
E em busca daquele próximo tesouro,
e um coração tão perdido que há quem diga que não sente.
E eu com o cabelo mal penteado nos ombros,
Com um grumete que tinha a força de um touro
E eu capitão,
Sozinho,isolado,apenas com a ambiçãoEnquanto o coração apresentava vigor,
E o fígado nenhum temor
A barba já dava os primeiros sinais de tantos tesouros
Tanto rum,tantas mulheres,tanto jogo,tanto ouro.
Até que a escuridão me traiu
A minha fiel amiga dos momentos de solidão
Colocou a tripulação do grande e imponente constelação por desgraça,
E não houve negro,touro,muito menos raça
Todos foram ao mar,
E a escuridão retornar
E por não menos escura e misteriosa desgraça
Perdi todo o ouro,e tudo quanto há em raça.
E então me socorreram,
Uns cidadões do mais pronto socorro,que aparentavam uma bela raça
E eu tive forças e li apenas uma placa,quando pela cidade carregado andava
Aos visitantes boas-vindas ela dava
Erguida em uma grande e bem cultivada praça,anunciava o nome a todos que chegavam
Bonito era o nome desse lugar.
Apenas mais um marinheiro,
Com a vida a ganhar,
Tantos mares existem
E todos foram feitos pra navegar
Assim como os sonhos
Foram feitos pra sonhar
Vivia a conquistar belas mulheres
E fascinantes tesouros
Lembro quando criança
Quando vivia a sonhar,
E papai,Ah,um grande homem
Não passava de um simples alferes
Com um coração de ouro
Que sempre disse
Meu garoto,
O caminho para os seus sonhos é a sua felicidade
E o caminho para a sua felicidade passa através dos sonhos
Basta acreditar
E ali cresceu eu,
Em tão pequena ilha
A linha do impossível cortando o mar,
O céu,sempre azul,sempre sem se preocupar
E eu criancinha pequena,com lágrimas freqüentes
Fazendo barquinhos de papel,para poder sonhar,poder viajar.
Agora eu já sou homem feito,conquistei os quatro mares e o direito de me gabar,
E pra vocês crianças eu falo,
Basta um pedaço de papel e um lápis
E os confins do universo vocês poderão encontrar
Agora,eu um dia criancinha a sonhar
Não passo de um velho e solitário lobo do mar.
E uma grande história lhes vou contar.
A minha ilha sempre tão pequenina me deixou sempre a um passo de sonhar
E pelas manhãs,não tinha outro afazer senão pescar
Mas sempre que me trancava,os mesmos sonhos,os mesmos ideais
E os navios-mercantes sempre trazendo notícia,das cidades do mundo,e seus carnavais
E meu pai,colocando o peito ás balas
Com bocas para sustentar
Meu velho pai,Grande homem
Um tiro o pai levou
E as bocas no mundo deixou
Mas fazer o quê?Se o revoltoso capitão atacou
Sobrou pro pai,alferes
Deixando um filho e quatro mulheres
Logo o primeiro navio Aportou
E não demorou muito
E lá fui eu pelos mares a navegar
Deixei a pesca,as notícias,os carnavais
As festas,a fome,e os temporais.
Agora a criança pequena já era um jovem grumete
Com as pontas do cabelo no queixo,e a barba por fazer
Uma amante em cada porto
Lavando o convés,
Sonhando com as raparigas do cais
Até que um dia encontrei um valente rapaz,
A minha rapariga foi se meter
Bastaram poucas pingas
Para os dois se perderem
E por causa da negociação de um porco
Uma facada levei
E fiquei,sem outras opções a não ser rezar
E enfim esperar
Lá vai o desgraçado do grumete,dizia o capitão
Carregado,com a mão caída pra fora da maca,arrastando pelo chão
E quanto a rapariga,ela sumiu,com porco e tudo
E eu lá agonizando a morte
Na enfermaria onde cuidaram de mim
Encontrei um jovem rapaz
Sem muitas posses
Franzino e jovem demás
Porém deveras muito sagaz
Me falou sobre os seus planos,os seus sonhos,e como seriam os seus anos
E eu falei sobre as coisas belas da minha vida
De tão pequenina ilha,a mais um grumete no mar,buscando cada vez as respostas do céu,para as perguntas insistentes em não calar.
Por mais álcool que bebesse,
e insistindo sempre a cada porto com uma puta me deitar
Algumas perguntas,
algumas malditas perguntas simplesmente não queriam calar
Ah como eu sentia saudade do pai,
que de tiro morreu
Tudo isso ao jovem franzino fiquei a contar,
E ele me contou seus segredos e declarou suas posses
E disse que dessa estava cansado,
venderia todo o seu gado,
as poucas posses e tudo o mais que restava
Vamos embora daqui meu amigo,ele disse
Curado da facada eu enfim estava,
e fomos,loucos solitários,
ou simplesmente,
crianças crescidas com sonhos sem o menor senso comunitário
O jovem franzino planos bons apresentava,
até um mapa do tesouro o infeliz alegava
Mas difícil conduzir nossos planos enfim estava
O barco estava caindo aos pedaços
Mas enfim,o meu então amigo franzino certo estava
E o tesouro encontramos
Um barco para cada um compramos,
O gado de volta ele comprou,
e no rum se atolou,
e corpulento se tornou
E eu que já não era mais uma criança,
já tinha levado facada,brigado por causa de porco,
dormido com uma vadia em cada porto,
agora via o meu amigo franzino se tornar um homem barbudo e gordo
E eu agora homem rico,com uma cicatriz por causa do desgraçado do porco
Deixava o meu barco sempre,
No porto,ficava a jogar truco,e beber rum
Desvirginava mocinhas pobres,e pra mim,cada coração partido eu fazia só mais um
O meu tesouro estacionado em uma casa
Muito bem guardado,pois como diria meu velho pai,dinheiro de boêmio tem asa
E dito e feito,o que foi muito bem feito
Em pouco tempo a vida me deixou com pouco mais do que uma casa
Perdi o barco em uma aposta,
Só restava o resto do tesouro
E eu desesperado,parti em uma jornada ao impossível,em busca de mais um tesouro.
E a vida assim tomou seu rumo
Sempre mais um tesouro
Sempre outra cicatriz
Ora por rum,ora por uma vadia,ora por um porco.
Ora simplesmente pra dar o troco.
E é aqui que nossa história começa.
Em situação de um homem mais velho me encontrava,matuto,
ambicioso como sempre,
E em busca daquele próximo tesouro,
e um coração tão perdido que há quem diga que não sente.
E eu com o cabelo mal penteado nos ombros,
Com um grumete que tinha a força de um touro
E eu capitão,
Sozinho,isolado,apenas com a ambiçãoEnquanto o coração apresentava vigor,
E o fígado nenhum temor
A barba já dava os primeiros sinais de tantos tesouros
Tanto rum,tantas mulheres,tanto jogo,tanto ouro.
Até que a escuridão me traiu
A minha fiel amiga dos momentos de solidão
Colocou a tripulação do grande e imponente constelação por desgraça,
E não houve negro,touro,muito menos raça
Todos foram ao mar,
E a escuridão retornar
E por não menos escura e misteriosa desgraça
Perdi todo o ouro,e tudo quanto há em raça.
E então me socorreram,
Uns cidadões do mais pronto socorro,que aparentavam uma bela raça
E eu tive forças e li apenas uma placa,quando pela cidade carregado andava
Aos visitantes boas-vindas ela dava
Erguida em uma grande e bem cultivada praça,anunciava o nome a todos que chegavam
Bonito era o nome desse lugar.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
?
Ele era um remanescente de uma geração ingrata.Ele mesmo era um ingrato.A idade não importava.Fora ingrato com todas as suas chances.Era um grande tagarela,e um exímio defensor de causas.O seu hábito infeliz de comer o almoço pensando na janta lhe rendeu uma vida lamentável cheia de episódios memoráveis.Conversava com qualquer um,com a televisão,com uma câmera,com um contato do mirc de quando tinha 13 e nunca realmente efetivara a amizade fisicamente,e principalmente,conversava sozinho.Mas conversava tanto,que sozinho de fato acabou ficando.Apenas lhe restaram algumas músicas de um gênero musical velho e desconhecido,que os jovens de hoje não sabiam apreciar.Um ouvido com ruído de tanta música ouvir,as vistas cansadas de tanto ler.Mulher não tinha e nem procurava,afinal,procurar mulheres em sua época e procurar enlatados de sardinha,as sardinhas tinha mais personalidades.Toda a sua geração fora um desperdício.Toda uma geração de homens digitando busca para suas perguntas nas localidades de busca,sem realmente saber como procurar.Mas os homens de seu tempo não eram tristes,pois a tristeza era um sentimento reservado aqueles que ainda sabiam apreciar as agonias da própria existência.Embora tudo se fora,a vista da sua janela ainda era a mesma.E de repente ele conversa,não se sabe ao certo se com um guardanapo ou com um papel higiênico,mas enfim,ele resolve falar.
O hábito de fazer perguntas me rende incidentes desagradáveis.O menino tagarela dentro do ônibus que sai fazendo perguntas indiscretas a todos continua dentro de mim.As vezes eu acho que ele cresceu.Porém continua dentro de mim.Talvez essa mania de perguntar tudo é o inegável berço das minhas palavras.,carinhosamente organizadas como respostas.São perguntas que cortam como uma faca a solidez dos sentimentos,me custando esforços imprevisíveis para tentar recompô-los,quando depois de uma pergunta a resposta acaba por os julgas necessários...São perguntas que desestruturam momentos.Sempre quis saber como tudo funciona,da menor peça a função total.Nada melhor do que desmontar.Como quando eu me pergunto porque estou sozinho?E a resposta é que fui incapaz de administrar meus amores.Pessoas que tiveram amores tão menores em intensidade,grau de interesse ou dificuldade,no começo,e persistiram solidificaram o reflexo de sua pessoa,um colo para a alma.
E eu lá constantemente a me perguntar o porque das coisas e a sua razão,fui desperdiçando seguidamente pessoas que me fizeram feliz.Fui um pouco ingênuo também em achar que porque vieram muitos,continuaram a vir.Acho que me enganei.Fui incompetente e administrei mal todo o amor que me foi dado.Mais lamentável ainda é estar cada vez mais sozinho por ter questionado,ou simplesmente não ter abraçado com todas as minhas forças,pessoas tão lindas,tão interessantes ou tão legais.Pessoas amáveis,sendo a prova disso que depois de não conseguir,outros abraçaram essas vibrações extraordinárias de um caráter adorável,e usaram para agitar tudo que andava parado em suas vidas.Essa ressonância,do amor,que começou forte como a energia de minha própria vida há muito se foi.Espero reencontra-la pois sei que o amor apenas acrescentaria a minha pessoa(triste pessoa) que anda tão sozinha.Enquanto escrevo disparo centenas de perguntas contra mim mesmo ouvindo as vozes da minha vida.
Essas vozes um dia foram vinda de uma estrutura de carne e osso,na fila do banco,no trânsito,no estádio ou em outro lugar qualquer,cometeram a ousadia de entrar em mim por possuírem no significado de suas palavras algo capaz de sensibilizar a superficial casca do meu ser,que assim se encontrava por ter atravessado determinada situação dura,e aquela rachadura,aquele buraco no casco,é penetrado por essa voz como uma flecha.E As vezes essas vozes parecem falar justamente aquilo que a nossa existência carece ouvir.Só que uma vez que entram é difícil que elas saiam.Vozes de situações,de pessoas que entram e ficam batendo nas paredes da minha alma buscando desesperadamente um caminho para sair.Escrever é a porta de saída de todas essas vozes presas dentro de mim.Um guardanapo de uma cafeteria,uma mensagem de texto,o post de um fotolog,tudo era motivo para que ela tentasse tirar aquela voz daquela menina de olhos azuis de ontem de dentro dele.ou daquele velho amigo pedindo sua ajuda.Essas vozes tinham uma característica em comum,eram todas perguntas que nunca tinham encontrado a sua devida resposta.E a cada frase organizada busco liberta-las.Afinal,liberdade ainda que tardia,minando assim os mais profundo agouros de sua alma,gerando prazer e satisfação,e levando a possibilidade de finalmente como não se via há muito tempo,enxergar em sua vida empacotada um belo horizonte.A cada pergunta respondida,uma frase é liberta na esperança de que outro ser de notívaga existência a encontre,em uma obra poética,um solo de guitarra ou na fila de um cinema.Que outro enfim encontre a solução para determinado problema,e eleve seu ser a uma pergunta a menos,uma resposta a mais e com muita boa sorte uma maturidade cada vez mais diferente da dos demais.
A cada frase organizada busco busco então liberta-las,para que alguém simplesmente,tenha uma pergunta a menos á responder.
Isso é diferente de outras organizações ,pois não temos a obrigação de responder a todas as perguntas de uma só vez,porém nunca saberemos qual delas será a próxima que precisará ser respondido.Então a única solução é tentar disponibilizar todas as respostas para qualquer dia e qualquer hora.Embora talvez nunca se use nenhuma,ou use apenas uma.E é por isso que eu presenteio as pessoas com perguntas respondidas para que se poupem o trabalho .E tiro assim tantas perguntas batendo dentro de mim.Talvez a paixão seja um jogo de perguntas e respostas,que dão a falsa,real e certamente incompreensível sensação de necessidade para nossa existência.
Em um mundo tão cheio de mentes,de idéias,de expressões e de gente é cada vez mais difícil achar quem responda as suas perguntas.Uma respondida virão outras de maior dificuldade até que talvez não seja possível encontrar alguém capaz de responde-las.
Um filme pode te falar,uma música ou um livro.E é aí que expandimos nossos interesses em busca de respostas,porém aumentamos a nossa solidão,contruindo um castelo cultural,recheado de expressões artísiticas musicais,fotográficas,livros ou poesias que acabamos perdidos ou isolados dentro dele.Nesse momento respondo a minha pergunta sobre a necessidade de responder perguntas,até que alguém absorva isso,e a sua pergunta também será respondida.
Mentes brilhantes responderam muitas pessoas através de suas palavras,seus cálculos,imagens,músicas,manobras,ora militares ora corporais.Com um pequeno anexo,seja uma bola,seja uma espada.E se tornaram um grau a mais na compreensão individual de existência de cada um.Creio que a melhor definição de arte para os meus anos de perguntas e respostas seja que qualquer expressão artística é o dom de fazer perguntas fundamentais e responde-las de uma forma absorvente aos demais corações.Porém qualquer expressão artística deixa de ser uma expressão artística quando se tem alguma forma de interesse em capital,ou qualquer possessão que se limite ao campo material,ou que resuma sua existência da forma mais banal.(essas rimas são banais)Passa se então a procurar perguntas pra responde-las da forma que lhe interessar mais,sendo que o seu interesse é dar a resposta que interessa a quem precisa de uma.Então,basta falar o que as pessoas querem ouvir.
Mas as vezes as pessoas são tão incontentes com a própria existência,insatisfeita com a magia de improviso da vida,que fazem questão de não improvisar nada,de apenas viver em silencia,e fingirem que sentem alguma forma de expressão pra poderem não sentir nenhuma.E elas ainda mentem,fingindo que consideram obras medíocres uma forma de expressão.Ora,elas não consideram,mas elas apenas querem que sua existência passe em branco,mais pra elas do que pra qualquer pessoas.Elas são medíocres,elas são ordinárias,comuns,não tem a menor graça,não são bonitas,se são não sofrem de amor,enfim,elas são banais.Essa ciência a favor da futilidade das pessoas incapazes de analisar a própria existência intrinsecamente é o maior assassino do século 21,e sem dúvida o mais cruel.Essa expressão que acaba servindo como um tampão a suas vidas vazias.Essa desgraça a serviço da futilidade já assassinou o rock´n´roll.O silencio da alma,se limitando a pequenas trocas matérias acabaou com a espontainedade dessa música cargo dos infelizes com a alma recheada de perguntas sem respostas.Esse interesse banal acabou com o futebol,está assassinado a literatura e provavelmente está perseguindo a poesia.
Cada vez mais se tornarão mais raras as pessoas capazes de fazer as perguntas certas,pessoas essas que prolongam a vida das expressões artísticas.Não se deve falar o que querem ouvir,mas sim o que precisa ser dito,o encaixe abstrato para a situação que a brilhante alma do artista encontrou.Logo ele conclui,
Perguntar é uma arte
O hábito de fazer perguntas me rende incidentes desagradáveis.O menino tagarela dentro do ônibus que sai fazendo perguntas indiscretas a todos continua dentro de mim.As vezes eu acho que ele cresceu.Porém continua dentro de mim.Talvez essa mania de perguntar tudo é o inegável berço das minhas palavras.,carinhosamente organizadas como respostas.São perguntas que cortam como uma faca a solidez dos sentimentos,me custando esforços imprevisíveis para tentar recompô-los,quando depois de uma pergunta a resposta acaba por os julgas necessários...São perguntas que desestruturam momentos.Sempre quis saber como tudo funciona,da menor peça a função total.Nada melhor do que desmontar.Como quando eu me pergunto porque estou sozinho?E a resposta é que fui incapaz de administrar meus amores.Pessoas que tiveram amores tão menores em intensidade,grau de interesse ou dificuldade,no começo,e persistiram solidificaram o reflexo de sua pessoa,um colo para a alma.
E eu lá constantemente a me perguntar o porque das coisas e a sua razão,fui desperdiçando seguidamente pessoas que me fizeram feliz.Fui um pouco ingênuo também em achar que porque vieram muitos,continuaram a vir.Acho que me enganei.Fui incompetente e administrei mal todo o amor que me foi dado.Mais lamentável ainda é estar cada vez mais sozinho por ter questionado,ou simplesmente não ter abraçado com todas as minhas forças,pessoas tão lindas,tão interessantes ou tão legais.Pessoas amáveis,sendo a prova disso que depois de não conseguir,outros abraçaram essas vibrações extraordinárias de um caráter adorável,e usaram para agitar tudo que andava parado em suas vidas.Essa ressonância,do amor,que começou forte como a energia de minha própria vida há muito se foi.Espero reencontra-la pois sei que o amor apenas acrescentaria a minha pessoa(triste pessoa) que anda tão sozinha.Enquanto escrevo disparo centenas de perguntas contra mim mesmo ouvindo as vozes da minha vida.
Essas vozes um dia foram vinda de uma estrutura de carne e osso,na fila do banco,no trânsito,no estádio ou em outro lugar qualquer,cometeram a ousadia de entrar em mim por possuírem no significado de suas palavras algo capaz de sensibilizar a superficial casca do meu ser,que assim se encontrava por ter atravessado determinada situação dura,e aquela rachadura,aquele buraco no casco,é penetrado por essa voz como uma flecha.E As vezes essas vozes parecem falar justamente aquilo que a nossa existência carece ouvir.Só que uma vez que entram é difícil que elas saiam.Vozes de situações,de pessoas que entram e ficam batendo nas paredes da minha alma buscando desesperadamente um caminho para sair.Escrever é a porta de saída de todas essas vozes presas dentro de mim.Um guardanapo de uma cafeteria,uma mensagem de texto,o post de um fotolog,tudo era motivo para que ela tentasse tirar aquela voz daquela menina de olhos azuis de ontem de dentro dele.ou daquele velho amigo pedindo sua ajuda.Essas vozes tinham uma característica em comum,eram todas perguntas que nunca tinham encontrado a sua devida resposta.E a cada frase organizada busco liberta-las.Afinal,liberdade ainda que tardia,minando assim os mais profundo agouros de sua alma,gerando prazer e satisfação,e levando a possibilidade de finalmente como não se via há muito tempo,enxergar em sua vida empacotada um belo horizonte.A cada pergunta respondida,uma frase é liberta na esperança de que outro ser de notívaga existência a encontre,em uma obra poética,um solo de guitarra ou na fila de um cinema.Que outro enfim encontre a solução para determinado problema,e eleve seu ser a uma pergunta a menos,uma resposta a mais e com muita boa sorte uma maturidade cada vez mais diferente da dos demais.
A cada frase organizada busco busco então liberta-las,para que alguém simplesmente,tenha uma pergunta a menos á responder.
Isso é diferente de outras organizações ,pois não temos a obrigação de responder a todas as perguntas de uma só vez,porém nunca saberemos qual delas será a próxima que precisará ser respondido.Então a única solução é tentar disponibilizar todas as respostas para qualquer dia e qualquer hora.Embora talvez nunca se use nenhuma,ou use apenas uma.E é por isso que eu presenteio as pessoas com perguntas respondidas para que se poupem o trabalho .E tiro assim tantas perguntas batendo dentro de mim.Talvez a paixão seja um jogo de perguntas e respostas,que dão a falsa,real e certamente incompreensível sensação de necessidade para nossa existência.
Em um mundo tão cheio de mentes,de idéias,de expressões e de gente é cada vez mais difícil achar quem responda as suas perguntas.Uma respondida virão outras de maior dificuldade até que talvez não seja possível encontrar alguém capaz de responde-las.
Um filme pode te falar,uma música ou um livro.E é aí que expandimos nossos interesses em busca de respostas,porém aumentamos a nossa solidão,contruindo um castelo cultural,recheado de expressões artísiticas musicais,fotográficas,livros ou poesias que acabamos perdidos ou isolados dentro dele.Nesse momento respondo a minha pergunta sobre a necessidade de responder perguntas,até que alguém absorva isso,e a sua pergunta também será respondida.
Mentes brilhantes responderam muitas pessoas através de suas palavras,seus cálculos,imagens,músicas,manobras,ora militares ora corporais.Com um pequeno anexo,seja uma bola,seja uma espada.E se tornaram um grau a mais na compreensão individual de existência de cada um.Creio que a melhor definição de arte para os meus anos de perguntas e respostas seja que qualquer expressão artística é o dom de fazer perguntas fundamentais e responde-las de uma forma absorvente aos demais corações.Porém qualquer expressão artística deixa de ser uma expressão artística quando se tem alguma forma de interesse em capital,ou qualquer possessão que se limite ao campo material,ou que resuma sua existência da forma mais banal.(essas rimas são banais)Passa se então a procurar perguntas pra responde-las da forma que lhe interessar mais,sendo que o seu interesse é dar a resposta que interessa a quem precisa de uma.Então,basta falar o que as pessoas querem ouvir.
Mas as vezes as pessoas são tão incontentes com a própria existência,insatisfeita com a magia de improviso da vida,que fazem questão de não improvisar nada,de apenas viver em silencia,e fingirem que sentem alguma forma de expressão pra poderem não sentir nenhuma.E elas ainda mentem,fingindo que consideram obras medíocres uma forma de expressão.Ora,elas não consideram,mas elas apenas querem que sua existência passe em branco,mais pra elas do que pra qualquer pessoas.Elas são medíocres,elas são ordinárias,comuns,não tem a menor graça,não são bonitas,se são não sofrem de amor,enfim,elas são banais.Essa ciência a favor da futilidade das pessoas incapazes de analisar a própria existência intrinsecamente é o maior assassino do século 21,e sem dúvida o mais cruel.Essa expressão que acaba servindo como um tampão a suas vidas vazias.Essa desgraça a serviço da futilidade já assassinou o rock´n´roll.O silencio da alma,se limitando a pequenas trocas matérias acabaou com a espontainedade dessa música cargo dos infelizes com a alma recheada de perguntas sem respostas.Esse interesse banal acabou com o futebol,está assassinado a literatura e provavelmente está perseguindo a poesia.
Cada vez mais se tornarão mais raras as pessoas capazes de fazer as perguntas certas,pessoas essas que prolongam a vida das expressões artísticas.Não se deve falar o que querem ouvir,mas sim o que precisa ser dito,o encaixe abstrato para a situação que a brilhante alma do artista encontrou.Logo ele conclui,
Perguntar é uma arte
domingo, 21 de outubro de 2007
Vida de saudades
A vida é engraçada.
Tudo que eu posso dizer com certeza sobre ela,é que simplesmente sinto saudade.
Sinto saudade de tudo que passou,das paixões perdidas,das pessoas que conheci nessa viagem só de ida.
Sinto saudade de tudo que vou viver.Por que é disso que se trata.
Da incerteza.Então.
Eu sinto saudade dos meus momentos gloriosos do meu futuro,
sinto saudade do Brasil que morreu na ultima bala perdida,
saudade.DE toda aquela promessa recém embalsamada.Indo embora... fácil como o vento
Sinto saudade de um país melhor naquela criança abandonada.
Sinto saudades de todos que amei.
Saudade de tudo aquilo que enfrentei.
E arrependimeno,apenas daquilo que na hora de lutar,me acovardei,
porque o medo é o problema,
a única interrogação em uma vida cheia de nostalgia,regada a inspiração.
Saudade dos momentos que olhei nos seus olhos negros,
que toquei seus cabelos pretos,
e o amor enchia de esperança
Tão fácil quanto passar minha mão pela sua pele branca.
Sinto saudade na vida também
Das poesias que não pontuei
Simplesmente...pelas palavras que não achei
Palavras que ficaram no tempo
Enquanto meu coração se preocupava em bater por um sentimento
Sinto saudades dos amigos que perdi
Embora tão jovem,sinto que o momento se foi,e aqueles amigos daquela hora,eu perdi
Embora tão velho,sinto saudades dos amigos que perdi,porque eu simplesmente esqueci
Embora crescendo,apenas sabendo,que aquilo que passa,não volta nunca mais
Embora tão medíocre,apenas sentado,esperando minha vez de passar,por você,
Pelas suas vidas,por momentos que nunca mais vão voltar.E,garotas que talvez não vou mais beijar
Sinto saudades das palavras que deixo de complicar
Porque meu coração tem tanto a dizer,que não tem tempo pra pensar
Apenas pilhas e pilhas de sentimentos a despejar
E quando aquele anjo voar
O sangue derramar
O capacete tilintar
O soldado atirar e a guerra começar
Simplesmente,vou sentir saudades...
sentado em um banco esperando por você,
vendo a minha vida passar,
em momentos irreversíveis que nunca mais vou recuperar
E que,apenas viver na sua ilusão,
me faz lembrar que um dia:
a saudade vai passar...
Tudo que eu posso dizer com certeza sobre ela,é que simplesmente sinto saudade.
Sinto saudade de tudo que passou,das paixões perdidas,das pessoas que conheci nessa viagem só de ida.
Sinto saudade de tudo que vou viver.Por que é disso que se trata.
Da incerteza.Então.
Eu sinto saudade dos meus momentos gloriosos do meu futuro,
sinto saudade do Brasil que morreu na ultima bala perdida,
saudade.DE toda aquela promessa recém embalsamada.Indo embora... fácil como o vento
Sinto saudade de um país melhor naquela criança abandonada.
Sinto saudades de todos que amei.
Saudade de tudo aquilo que enfrentei.
E arrependimeno,apenas daquilo que na hora de lutar,me acovardei,
porque o medo é o problema,
a única interrogação em uma vida cheia de nostalgia,regada a inspiração.
Saudade dos momentos que olhei nos seus olhos negros,
que toquei seus cabelos pretos,
e o amor enchia de esperança
Tão fácil quanto passar minha mão pela sua pele branca.
Sinto saudade na vida também
Das poesias que não pontuei
Simplesmente...pelas palavras que não achei
Palavras que ficaram no tempo
Enquanto meu coração se preocupava em bater por um sentimento
Sinto saudades dos amigos que perdi
Embora tão jovem,sinto que o momento se foi,e aqueles amigos daquela hora,eu perdi
Embora tão velho,sinto saudades dos amigos que perdi,porque eu simplesmente esqueci
Embora crescendo,apenas sabendo,que aquilo que passa,não volta nunca mais
Embora tão medíocre,apenas sentado,esperando minha vez de passar,por você,
Pelas suas vidas,por momentos que nunca mais vão voltar.E,garotas que talvez não vou mais beijar
Sinto saudades das palavras que deixo de complicar
Porque meu coração tem tanto a dizer,que não tem tempo pra pensar
Apenas pilhas e pilhas de sentimentos a despejar
E quando aquele anjo voar
O sangue derramar
O capacete tilintar
O soldado atirar e a guerra começar
Simplesmente,vou sentir saudades...
sentado em um banco esperando por você,
vendo a minha vida passar,
em momentos irreversíveis que nunca mais vou recuperar
E que,apenas viver na sua ilusão,
me faz lembrar que um dia:
a saudade vai passar...
domingo, 14 de outubro de 2007
Compromisso
gente,meu amigo que não vou revelar o nome porque não consegui falar com ele,e não consigo há uns dois anos, escreveu isso em 2005,ou menos eu acho,e me confidenciou á leitura,como eu achei muito legal eu coloquei aqui pra que mais pessoas tivessem a oportunidade de ler,espero que ele não se importa,embora muita provavelmente ele nunca fique sabendo.
Compromisso
As relações são tensas. Mesmo que saibamos dos benefícios que a diversidade nos possibilita, ainda sim entrar em contato com o diferente infere em tensão. As transformações, mesmo as intrínsecas, pertencem ao desconhecido. Podemos até prever e simular algumas delas, mas tais simulações e previsões não são exaustivas.
O fato de não serem exaustivas nos leva a crer que só mesmo a experiência é capaz de nos conceder o exaustivo conhecimento. A experiência é a existência em um dado “instante” do espaço – tempo; é por isso que as simulações e previsões não são exaustivas, uma vez que não ocorrem no mesmo espaço – tempo da experiência em si. É claro que também à experiência não é dado o conhecimento exaustivo de toda a realidade.
Dessa forma, posso concluir que dois indivíduos não são capazes de prever de forma exaustiva a relação entre ambos. Posto está, portanto, a verdade de que a existência vive sobre os matizes da incerteza. O fato é que não existe apelo emocional sem a consciência, e tão pouco o apelo racional sem o instinto. Ao meu ver é ao homem instintiva a busca pela coerência e assim a sua inevitável constituição racional
A bem da verdade, quando estamos racionalizando estamos apenas sistematizando nossos sentimentos, e não nos livrando deles. Todavia, é essa mesma incerteza que nos leva a alimentar as relações com o que chamamos de confiança e compromisso.
Compromisso e confiança são as expressões máximas de nossa natureza bivalente, capaz de subjetivar o que a prior é racional, e vice versa. Porque assumimos compromissos e dizemos que confiamos em outros indivíduos? Lembremo-nos de assumirmos o fato de que mesmo a contra gosto assumimos, todos nós, compromissos. Os compromissos são uma necessidade existencial; a existência é refém da incerteza, toda e qualquer decisão é oriunda de uma dada parcialidade, de uma dada inclinação a uma lógica qualquer. Crentes e ateus, por mais que discordem, possuem um traço comum a todo ser humano. Necessitam de uma verdade.
Todos assumimos compromissos por sobrevivência; o compromisso é a forma que encontramos de validar uma existência consciente. Somos reféns do principio da não contradição, não importando o sistema de lógica a que somos devotos.
Quando compromissados com nossos sentimentos tudo do que fazemos tende a satisfazer os mesmos. Quando compromissados com terceiros tudo o que fazemos tende a satisfazer os terceiros.
Do contrário sentiríamos culpa. O compromisso tem por objetivo diminuir as chances de provarmos o desgosto da culpa, que é nada mais que uma expressão da incoerência.
Permita-me exemplificar, fazendo uso de uma situação por mim vivida a cerca de 30 dias atrás.
A garota (que não era minha namorada) me viu com outra, sentiu seu ego ir ladeira abaixo. Se aproximou de mim e jogou uma conversa mole. Do tipo: “sempre te achei especial... não te amo ainda, mas acho que amor é algo que agente decide sentir por alguém... é uma escolha...”. De fato eu caí na conversa, não que ela seja mau caráter, pelo contrário.
Mas se tivesse atentado para o fato de que ela estava compromissada com o ego dela e não comigo não teria entrado nessa latada. Ela me fez procurar sua mãe, pedir permissão para namora-la e dois dias depois terminou comigo. Putz! Como fui idiota.
Terminou comigo simplesmente porque seu ego já havia sido satisfeito. Em suma, o compromisso a que ela havia se proposto a cumprir foi cumprido e eu apenas fui uma ferramenta para isso. Tudo bem que me trocou por outro em menos de 24 horas... putz... além de idiota fui corno... mas isso não desfaz o fato de que seu objetivo não era me trair e tão pouco me usar, mas sim zelar pelo seu compromisso. Isso também não quer dizer que tenhamos que ajudar a todos a cumprirem seus compromissos, lembrem deste exemplo, de como fui idiota e corno!
Recordo-me bem do desespero em que ela se viu ao notar que eu já não servia para mais nada uma vez que seu compromisso já havia sido satisfeito. Chegou a ser engraçado. Ela não sabia o que fazer, e sabe porquê? Por que se sentia culpada. Afinal de contas, para que continuar a namorar comigo se seu compromisso já havia sido cumprido? Eis aí a incoerência e por isso se sentiu culpada e assim terminou comigo. Ao terminar comigo satisfez outra vez seu ego, outra vez cumpriu o seu compromisso.
A aquela altura dos acontecimentos seu ego já estava satisfeito e, portanto namorar comigo era a ela extremamente penoso e desgostoso, pois caracterizava uma atitude incoerente com o estado do objeto de seu compromisso: seu ego!
Infelizmente eu estava compromissado com ela, e por isso fui capaz de fechar os olhos a sua imaturidade, própria da idade, e crer que poderia ajuda-la a crescer até se tornar uma mulher.
A relação foi tensa! Nossos compromissos eram distintos e a experiência me conferiu o conhecimento, não exaustivo, mas ainda sim conhecimento de seus compromissos.
Compromisso
As relações são tensas. Mesmo que saibamos dos benefícios que a diversidade nos possibilita, ainda sim entrar em contato com o diferente infere em tensão. As transformações, mesmo as intrínsecas, pertencem ao desconhecido. Podemos até prever e simular algumas delas, mas tais simulações e previsões não são exaustivas.
O fato de não serem exaustivas nos leva a crer que só mesmo a experiência é capaz de nos conceder o exaustivo conhecimento. A experiência é a existência em um dado “instante” do espaço – tempo; é por isso que as simulações e previsões não são exaustivas, uma vez que não ocorrem no mesmo espaço – tempo da experiência em si. É claro que também à experiência não é dado o conhecimento exaustivo de toda a realidade.
Dessa forma, posso concluir que dois indivíduos não são capazes de prever de forma exaustiva a relação entre ambos. Posto está, portanto, a verdade de que a existência vive sobre os matizes da incerteza. O fato é que não existe apelo emocional sem a consciência, e tão pouco o apelo racional sem o instinto. Ao meu ver é ao homem instintiva a busca pela coerência e assim a sua inevitável constituição racional
A bem da verdade, quando estamos racionalizando estamos apenas sistematizando nossos sentimentos, e não nos livrando deles. Todavia, é essa mesma incerteza que nos leva a alimentar as relações com o que chamamos de confiança e compromisso.
Compromisso e confiança são as expressões máximas de nossa natureza bivalente, capaz de subjetivar o que a prior é racional, e vice versa. Porque assumimos compromissos e dizemos que confiamos em outros indivíduos? Lembremo-nos de assumirmos o fato de que mesmo a contra gosto assumimos, todos nós, compromissos. Os compromissos são uma necessidade existencial; a existência é refém da incerteza, toda e qualquer decisão é oriunda de uma dada parcialidade, de uma dada inclinação a uma lógica qualquer. Crentes e ateus, por mais que discordem, possuem um traço comum a todo ser humano. Necessitam de uma verdade.
Todos assumimos compromissos por sobrevivência; o compromisso é a forma que encontramos de validar uma existência consciente. Somos reféns do principio da não contradição, não importando o sistema de lógica a que somos devotos.
Quando compromissados com nossos sentimentos tudo do que fazemos tende a satisfazer os mesmos. Quando compromissados com terceiros tudo o que fazemos tende a satisfazer os terceiros.
Do contrário sentiríamos culpa. O compromisso tem por objetivo diminuir as chances de provarmos o desgosto da culpa, que é nada mais que uma expressão da incoerência.
Permita-me exemplificar, fazendo uso de uma situação por mim vivida a cerca de 30 dias atrás.
A garota (que não era minha namorada) me viu com outra, sentiu seu ego ir ladeira abaixo. Se aproximou de mim e jogou uma conversa mole. Do tipo: “sempre te achei especial... não te amo ainda, mas acho que amor é algo que agente decide sentir por alguém... é uma escolha...”. De fato eu caí na conversa, não que ela seja mau caráter, pelo contrário.
Mas se tivesse atentado para o fato de que ela estava compromissada com o ego dela e não comigo não teria entrado nessa latada. Ela me fez procurar sua mãe, pedir permissão para namora-la e dois dias depois terminou comigo. Putz! Como fui idiota.
Terminou comigo simplesmente porque seu ego já havia sido satisfeito. Em suma, o compromisso a que ela havia se proposto a cumprir foi cumprido e eu apenas fui uma ferramenta para isso. Tudo bem que me trocou por outro em menos de 24 horas... putz... além de idiota fui corno... mas isso não desfaz o fato de que seu objetivo não era me trair e tão pouco me usar, mas sim zelar pelo seu compromisso. Isso também não quer dizer que tenhamos que ajudar a todos a cumprirem seus compromissos, lembrem deste exemplo, de como fui idiota e corno!
Recordo-me bem do desespero em que ela se viu ao notar que eu já não servia para mais nada uma vez que seu compromisso já havia sido satisfeito. Chegou a ser engraçado. Ela não sabia o que fazer, e sabe porquê? Por que se sentia culpada. Afinal de contas, para que continuar a namorar comigo se seu compromisso já havia sido cumprido? Eis aí a incoerência e por isso se sentiu culpada e assim terminou comigo. Ao terminar comigo satisfez outra vez seu ego, outra vez cumpriu o seu compromisso.
A aquela altura dos acontecimentos seu ego já estava satisfeito e, portanto namorar comigo era a ela extremamente penoso e desgostoso, pois caracterizava uma atitude incoerente com o estado do objeto de seu compromisso: seu ego!
Infelizmente eu estava compromissado com ela, e por isso fui capaz de fechar os olhos a sua imaturidade, própria da idade, e crer que poderia ajuda-la a crescer até se tornar uma mulher.
A relação foi tensa! Nossos compromissos eram distintos e a experiência me conferiu o conhecimento, não exaustivo, mas ainda sim conhecimento de seus compromissos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
amores que sim e não
jairo se vc entrar como eu espero,a nossa poesia é a de baixo,mas acho que você lembra dela claro.
conversando com meu amigo fábio,ele me perguntou,
todo amor é amor próprio?
bom,vou pensar bastante sobre isso,posso escrever amanhã e nunca escrever.
mas em nossa conversa,
me dei conta que há amores que sim,e há amores que não
e escrevi:
Há amores que sim
Há amores que não
Há os amores que se sentem
Há os amores que se vão
Há os que ficam
E há os que estão
Nessa constante
[dês]motivação
De viver
Há quem viva pra sim,
Há quem viva pra não
Há quem viva e sinta,
Há quem sinta em tudo amores
Há quem sinta apenas solidão
Pois os que são de tudo amores,
Não são
Pois não há tantos amores
Sem uma grande dose de ilusão
E não há amor que seja sim
Sem dizer não
E não há não sem que assim seja
Pois se os amores excessivos
Constituem uma ilusão
E não há um sim que não
Me digo que
Não há amores que sim,
E não amores que não,
Isso seria paixão,
Pois o verdadeiro amor,é sim e não.
conversando com meu amigo fábio,ele me perguntou,
todo amor é amor próprio?
bom,vou pensar bastante sobre isso,posso escrever amanhã e nunca escrever.
mas em nossa conversa,
me dei conta que há amores que sim,e há amores que não
e escrevi:
Há amores que sim
Há amores que não
Há os amores que se sentem
Há os amores que se vão
Há os que ficam
E há os que estão
Nessa constante
[dês]motivação
De viver
Há quem viva pra sim,
Há quem viva pra não
Há quem viva e sinta,
Há quem sinta em tudo amores
Há quem sinta apenas solidão
Pois os que são de tudo amores,
Não são
Pois não há tantos amores
Sem uma grande dose de ilusão
E não há amor que seja sim
Sem dizer não
E não há não sem que assim seja
Pois se os amores excessivos
Constituem uma ilusão
E não há um sim que não
Me digo que
Não há amores que sim,
E não amores que não,
Isso seria paixão,
Pois o verdadeiro amor,é sim e não.
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