
E eu era um jovem,
Apenas mais um marinheiro,
Com a vida a ganhar,
Tantos mares existem
E todos foram feitos pra navegar
Assim como os sonhos
Foram feitos pra sonhar
Vivia a conquistar belas mulheres
E fascinantes tesouros
Lembro quando criança
Quando vivia a sonhar,
E papai,Ah,um grande homem
Não passava de um simples alferes
Com um coração de ouro
Que sempre disse
Meu garoto,
O caminho para os seus sonhos é a sua felicidade
E o caminho para a sua felicidade passa através dos sonhos
Basta acreditar
E ali cresceu eu,
Em tão pequena ilha
A linha do impossível cortando o mar,
O céu,sempre azul,sempre sem se preocupar
E eu criancinha pequena,com lágrimas freqüentes
Fazendo barquinhos de papel,para poder sonhar,poder viajar.
Agora eu já sou homem feito,conquistei os quatro mares e o direito de me gabar,
E pra vocês crianças eu falo,
Basta um pedaço de papel e um lápis
E os confins do universo vocês poderão encontrar
Agora,eu um dia criancinha a sonhar
Não passo de um velho e solitário lobo do mar.
E uma grande história lhes vou contar.
A minha ilha sempre tão pequenina me deixou sempre a um passo de sonhar
E pelas manhãs,não tinha outro afazer senão pescar
Mas sempre que me trancava,os mesmos sonhos,os mesmos ideais
E os navios-mercantes sempre trazendo notícia,das cidades do mundo,e seus carnavais
E meu pai,colocando o peito ás balas
Com bocas para sustentar
Meu velho pai,Grande homem
Um tiro o pai levou
E as bocas no mundo deixou
Mas fazer o quê?Se o revoltoso capitão atacou
Sobrou pro pai,alferes
Deixando um filho e quatro mulheres
Logo o primeiro navio Aportou
E não demorou muito
E lá fui eu pelos mares a navegar
Deixei a pesca,as notícias,os carnavais
As festas,a fome,e os temporais.
Agora a criança pequena já era um jovem grumete
Com as pontas do cabelo no queixo,e a barba por fazer
Uma amante em cada porto
Lavando o convés,
Sonhando com as raparigas do cais
Até que um dia encontrei um valente rapaz,
A minha rapariga foi se meter
Bastaram poucas pingas
Para os dois se perderem
E por causa da negociação de um porco
Uma facada levei
E fiquei,sem outras opções a não ser rezar
E enfim esperar
Lá vai o desgraçado do grumete,dizia o capitão
Carregado,com a mão caída pra fora da maca,arrastando pelo chão
E quanto a rapariga,ela sumiu,com porco e tudo
E eu lá agonizando a morte
Na enfermaria onde cuidaram de mim
Encontrei um jovem rapaz
Sem muitas posses
Franzino e jovem demás
Porém deveras muito sagaz
Me falou sobre os seus planos,os seus sonhos,e como seriam os seus anos
E eu falei sobre as coisas belas da minha vida
De tão pequenina ilha,a mais um grumete no mar,buscando cada vez as respostas do céu,para as perguntas insistentes em não calar.
Por mais álcool que bebesse,
e insistindo sempre a cada porto com uma puta me deitar
Algumas perguntas,
algumas malditas perguntas simplesmente não queriam calar
Ah como eu sentia saudade do pai,
que de tiro morreu
Tudo isso ao jovem franzino fiquei a contar,
E ele me contou seus segredos e declarou suas posses
E disse que dessa estava cansado,
venderia todo o seu gado,
as poucas posses e tudo o mais que restava
Vamos embora daqui meu amigo,ele disse
Curado da facada eu enfim estava,
e fomos,loucos solitários,
ou simplesmente,
crianças crescidas com sonhos sem o menor senso comunitário
O jovem franzino planos bons apresentava,
até um mapa do tesouro o infeliz alegava
Mas difícil conduzir nossos planos enfim estava
O barco estava caindo aos pedaços
Mas enfim,o meu então amigo franzino certo estava
E o tesouro encontramos
Um barco para cada um compramos,
O gado de volta ele comprou,
e no rum se atolou,
e corpulento se tornou
E eu que já não era mais uma criança,
já tinha levado facada,brigado por causa de porco,
dormido com uma vadia em cada porto,
agora via o meu amigo franzino se tornar um homem barbudo e gordo
E eu agora homem rico,com uma cicatriz por causa do desgraçado do porco
Deixava o meu barco sempre,
No porto,ficava a jogar truco,e beber rum
Desvirginava mocinhas pobres,e pra mim,cada coração partido eu fazia só mais um
O meu tesouro estacionado em uma casa
Muito bem guardado,pois como diria meu velho pai,dinheiro de boêmio tem asa
E dito e feito,o que foi muito bem feito
Em pouco tempo a vida me deixou com pouco mais do que uma casa
Perdi o barco em uma aposta,
Só restava o resto do tesouro
E eu desesperado,parti em uma jornada ao impossível,em busca de mais um tesouro.
E a vida assim tomou seu rumo
Sempre mais um tesouro
Sempre outra cicatriz
Ora por rum,ora por uma vadia,ora por um porco.
Ora simplesmente pra dar o troco.
E é aqui que nossa história começa.
Em situação de um homem mais velho me encontrava,matuto,
ambicioso como sempre,
E em busca daquele próximo tesouro,
e um coração tão perdido que há quem diga que não sente.
E eu com o cabelo mal penteado nos ombros,
Com um grumete que tinha a força de um touro
E eu capitão,
Sozinho,isolado,apenas com a ambiçãoEnquanto o coração apresentava vigor,
E o fígado nenhum temor
A barba já dava os primeiros sinais de tantos tesouros
Tanto rum,tantas mulheres,tanto jogo,tanto ouro.
Até que a escuridão me traiu
A minha fiel amiga dos momentos de solidão
Colocou a tripulação do grande e imponente constelação por desgraça,
E não houve negro,touro,muito menos raça
Todos foram ao mar,
E a escuridão retornar
E por não menos escura e misteriosa desgraça
Perdi todo o ouro,e tudo quanto há em raça.
E então me socorreram,
Uns cidadões do mais pronto socorro,que aparentavam uma bela raça
E eu tive forças e li apenas uma placa,quando pela cidade carregado andava
Aos visitantes boas-vindas ela dava
Erguida em uma grande e bem cultivada praça,anunciava o nome a todos que chegavam
Bonito era o nome desse lugar.
Apenas mais um marinheiro,
Com a vida a ganhar,
Tantos mares existem
E todos foram feitos pra navegar
Assim como os sonhos
Foram feitos pra sonhar
Vivia a conquistar belas mulheres
E fascinantes tesouros
Lembro quando criança
Quando vivia a sonhar,
E papai,Ah,um grande homem
Não passava de um simples alferes
Com um coração de ouro
Que sempre disse
Meu garoto,
O caminho para os seus sonhos é a sua felicidade
E o caminho para a sua felicidade passa através dos sonhos
Basta acreditar
E ali cresceu eu,
Em tão pequena ilha
A linha do impossível cortando o mar,
O céu,sempre azul,sempre sem se preocupar
E eu criancinha pequena,com lágrimas freqüentes
Fazendo barquinhos de papel,para poder sonhar,poder viajar.
Agora eu já sou homem feito,conquistei os quatro mares e o direito de me gabar,
E pra vocês crianças eu falo,
Basta um pedaço de papel e um lápis
E os confins do universo vocês poderão encontrar
Agora,eu um dia criancinha a sonhar
Não passo de um velho e solitário lobo do mar.
E uma grande história lhes vou contar.
A minha ilha sempre tão pequenina me deixou sempre a um passo de sonhar
E pelas manhãs,não tinha outro afazer senão pescar
Mas sempre que me trancava,os mesmos sonhos,os mesmos ideais
E os navios-mercantes sempre trazendo notícia,das cidades do mundo,e seus carnavais
E meu pai,colocando o peito ás balas
Com bocas para sustentar
Meu velho pai,Grande homem
Um tiro o pai levou
E as bocas no mundo deixou
Mas fazer o quê?Se o revoltoso capitão atacou
Sobrou pro pai,alferes
Deixando um filho e quatro mulheres
Logo o primeiro navio Aportou
E não demorou muito
E lá fui eu pelos mares a navegar
Deixei a pesca,as notícias,os carnavais
As festas,a fome,e os temporais.
Agora a criança pequena já era um jovem grumete
Com as pontas do cabelo no queixo,e a barba por fazer
Uma amante em cada porto
Lavando o convés,
Sonhando com as raparigas do cais
Até que um dia encontrei um valente rapaz,
A minha rapariga foi se meter
Bastaram poucas pingas
Para os dois se perderem
E por causa da negociação de um porco
Uma facada levei
E fiquei,sem outras opções a não ser rezar
E enfim esperar
Lá vai o desgraçado do grumete,dizia o capitão
Carregado,com a mão caída pra fora da maca,arrastando pelo chão
E quanto a rapariga,ela sumiu,com porco e tudo
E eu lá agonizando a morte
Na enfermaria onde cuidaram de mim
Encontrei um jovem rapaz
Sem muitas posses
Franzino e jovem demás
Porém deveras muito sagaz
Me falou sobre os seus planos,os seus sonhos,e como seriam os seus anos
E eu falei sobre as coisas belas da minha vida
De tão pequenina ilha,a mais um grumete no mar,buscando cada vez as respostas do céu,para as perguntas insistentes em não calar.
Por mais álcool que bebesse,
e insistindo sempre a cada porto com uma puta me deitar
Algumas perguntas,
algumas malditas perguntas simplesmente não queriam calar
Ah como eu sentia saudade do pai,
que de tiro morreu
Tudo isso ao jovem franzino fiquei a contar,
E ele me contou seus segredos e declarou suas posses
E disse que dessa estava cansado,
venderia todo o seu gado,
as poucas posses e tudo o mais que restava
Vamos embora daqui meu amigo,ele disse
Curado da facada eu enfim estava,
e fomos,loucos solitários,
ou simplesmente,
crianças crescidas com sonhos sem o menor senso comunitário
O jovem franzino planos bons apresentava,
até um mapa do tesouro o infeliz alegava
Mas difícil conduzir nossos planos enfim estava
O barco estava caindo aos pedaços
Mas enfim,o meu então amigo franzino certo estava
E o tesouro encontramos
Um barco para cada um compramos,
O gado de volta ele comprou,
e no rum se atolou,
e corpulento se tornou
E eu que já não era mais uma criança,
já tinha levado facada,brigado por causa de porco,
dormido com uma vadia em cada porto,
agora via o meu amigo franzino se tornar um homem barbudo e gordo
E eu agora homem rico,com uma cicatriz por causa do desgraçado do porco
Deixava o meu barco sempre,
No porto,ficava a jogar truco,e beber rum
Desvirginava mocinhas pobres,e pra mim,cada coração partido eu fazia só mais um
O meu tesouro estacionado em uma casa
Muito bem guardado,pois como diria meu velho pai,dinheiro de boêmio tem asa
E dito e feito,o que foi muito bem feito
Em pouco tempo a vida me deixou com pouco mais do que uma casa
Perdi o barco em uma aposta,
Só restava o resto do tesouro
E eu desesperado,parti em uma jornada ao impossível,em busca de mais um tesouro.
E a vida assim tomou seu rumo
Sempre mais um tesouro
Sempre outra cicatriz
Ora por rum,ora por uma vadia,ora por um porco.
Ora simplesmente pra dar o troco.
E é aqui que nossa história começa.
Em situação de um homem mais velho me encontrava,matuto,
ambicioso como sempre,
E em busca daquele próximo tesouro,
e um coração tão perdido que há quem diga que não sente.
E eu com o cabelo mal penteado nos ombros,
Com um grumete que tinha a força de um touro
E eu capitão,
Sozinho,isolado,apenas com a ambiçãoEnquanto o coração apresentava vigor,
E o fígado nenhum temor
A barba já dava os primeiros sinais de tantos tesouros
Tanto rum,tantas mulheres,tanto jogo,tanto ouro.
Até que a escuridão me traiu
A minha fiel amiga dos momentos de solidão
Colocou a tripulação do grande e imponente constelação por desgraça,
E não houve negro,touro,muito menos raça
Todos foram ao mar,
E a escuridão retornar
E por não menos escura e misteriosa desgraça
Perdi todo o ouro,e tudo quanto há em raça.
E então me socorreram,
Uns cidadões do mais pronto socorro,que aparentavam uma bela raça
E eu tive forças e li apenas uma placa,quando pela cidade carregado andava
Aos visitantes boas-vindas ela dava
Erguida em uma grande e bem cultivada praça,anunciava o nome a todos que chegavam
Bonito era o nome desse lugar.

2 comentários:
Texto atraente de abstrações moderadas, nada superficial.
Irei acompanhar com curiosidade seu crescimento.
Sílvio Lôbo
interessnate...
minha praia é mais lirico-poética, mas não dispenso uma boa estória, como esta. Parabéns!
Abraço!
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